Associação Entre Ganho Ponderal Acelerado no Primeiro Ano de Vida e Obesidade Infantil: Um Estudo Retrospetivo em Unidades de Saúde Familiar do Grande Porto

Pedro Miranda, Débora Paiva Monteiro, Helena Fernandes, Inês Videira, Lígia Sousa, Pedro Barbosa

Resumo


Introdução: A associação entre ganho ponderal acelerado no primeiro ano de vida e obesidade na infância está descrita na literatura. Pretendeu-se estimar essa associação, considerando a obesidade aos 3 anos de idade.

Métodos: Estudo de coorte retrospetivo de crianças nascidas em 2011, com dados do SClínico®. Converteram-se em z-scores os pesos ao nascimento e ao ano de vida, cuja diferença traduz o ganho ponderal, acelerado se z-score ≥ 0,67. Converteu-se em z-score o índice de massa corporal aos 3 anos, definindo-se obesidade se > 3 e peso excessivo (excesso de peso + obesidade) se > 2. Compararam-se o sexo, a idade, o índice de massa corporal e hábitos tabágicos maternos, a duração de aleitamento materno e o ganho ponderal acelerado das crianças obesas / não obesas e com peso excessivo / sem peso excessivo. Calculou-se a odds ratio pelo modelo de regressão logística.

Resultados: Foram incluídas 328 crianças, 51,2% do sexo feminino, com peso médio à nascença 3,224 kg, aos 12 meses 9,799 kg e aos 3 anos 15,520 kg. Aos 3 anos 1,8% tinham obesidade e 10,1% peso excessivo. Verificou-se ganho ponderal acelerado no primeiro ano em 24,1%, mas sem associação significativa com obesidade aos 3 anos. Contudo, verificou-se que ganho ponderal acelerado, obesidade e tabagismo maternos estavam associados a peso excessivo aos 3 anos.


Palavras-chave


Criança; Ganho de Peso; Obesidade Pediátrica; Qualidade de Vida; Saúde Infantil

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