Qualidade de Vida em Doentes Submetidos a Reparação de Tetralogia de Fallot

Ana Margarida Mesquita, Jorge Casanova

Resumo


Introdução: A tetralogia de Fallot (TOF) é a doença congénita cianótica mais comum. Devido ao desenvolvimento médico, a sobrevivência destas crianças é elevada, crescendo normalmente integradas na comunidade escolar e social. O objetivo deste estudo é conhecer como as crianças e adolescentes submetidos a reparação de Tetralogia de Fallot no XXXXX avaliam a sua qualidade de vida e compará-la com crianças e adolescentes saudáveis da população Portuguesa.

Métodos: Foram selecionados 59 doentes consecutivos submetidos a reparação total de tetralogia de Fallot, no XXXXXXX entre 1 de Janeiro de 2000 e 31 de Dezembro de 2008. O questionário KIDSCREEN 27 foi completado exclusivamente pelos doentes durante a consulta, contacto telefónico ou por correio eletrónico entre 2 de Fevereiro e 4 de Março de 2015 e os seus resultados comparados com crianças e adolescentes saudáveis da população portuguesa.

Resultados: O tempo médio de sobrevivência após a correção foi de 10,1 anos, com um máximo de 13,75 anos e mínimo de 7,2 anos. Os scores globais de QVRS foram semelhantes aos das crianças saudáveis sem doença crónica, não existindo diferenças quanto ao género ou idade. O Bem-estar físico é afetado adversamente por cirurgias paliativas prévias e pela maior idade ao tempo da reparação completa.

Conclusões: Crianças e adolescentes submetidos a reparação da TOF mostram uma sobrevivência elevada após a cirurgia reparadora e possuem uma qualidade de vida muito semelhante à dos seus pares saudáveis.


Palavras-chave


Adolescente; Criança; Inquéritos e Ques􀆟 onários; Qualidade de Vida; Tetralogia de Fallot/cirurgia

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