Perda Auditiva em Recém-Nascidos de Muito Baixo Peso: Estudo Retrospetivo

Lília Ferraria, Inês Silva, Maria Helena Rosa, Rita Nunes, Lisete Santos, Rosário Mendes, Luis Antunes

Resumo


Introdução: A audição desempenha um papel essencial na aquisição, desenvolvimento e manutenção da linguagem. O peso ao nascer é um indicador de maturação biológica do recém-nascido. Este estudo teve por objetivos avaliar a prevalência de perda auditiva em recém-nascidos de muito baixo peso num hospital português de nível II e estudar as variáveis potencialmente relacionadas.

Métodos: Estudo retrospetivo dos recém-nascidos de muito baixo peso referenciados para consulta de rastreio auditivo pediátrico entre 2007 e 2013. Foram recolhidos os resultados do rastreio auditivo neonatal e analisados fatores de risco para surdez.

Resultados: Registaram-se 162 recém-nascidos de muito baixo peso com mediana do peso ao nascer de 1110 g (580-1500 g).
Dos 129 que realizaram potenciais evocados auditivos do tronco cerebral, 23 apresentaram perda auditiva, cinco dos quais surdez neurossensorial, o que corresponde, nesta amostra, a uma prevalência de perda auditiva nos recém-nascidos de muito baixo peso de 14,2%, com 3,1% de surdez neurossensorial. Identificou-se uma associação estatisticamente significativa entre alterações nos potenciais evocados auditivos e índice de Apgar ao quinto minuto ≤ 6 (p = 0,008), peso ao nascer ≤ 1000 g (p =0,002) e ventilação mecânica por cinco ou mais dias (p = 0,033).


Palavras-chave


Perda Auditiva/diagnóstico; Perda Auditiva Neurossensorial/diagnóstico; Potenciais Evocados Auditivos; Recém-Nascido de Muito Baixo Peso; Rastreio Neonatal

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