Perturbação do Desenvolvimento Intelectual / Incapacidade Intelectual: Experiência de um Centro de Neurodesenvolvimento de um Hospital de Nível III

  • Cátia Pereira Serviço de Pediatria Médica, Departamento de Pediatria, Hospital de Santa Maria (CHLN), Centro Académico de Medicina de Lisboa
  • Rosa Martins Serviço de Pediatria Médica, Departamento de Pediatria, Hospital de Santa Maria (CHLN), Centro Académico de Medicina de Lisboa
  • Cláudia Bandeira de Lima Unidade de Neurodesenvolvimento, Departamento de Pediatria, Hospital de Santa Maria (CHLN), Centro Académico de Medicina de Lisboa
  • Manuela Baptista Unidade de Neurodesenvolvimento, Departamento de Pediatria, Hospital de Santa Maria (CHLN), Centro Académico de Medicina de Lisboa
  • Artur Sousa Unidade de Neurodesenvolvimento, Departamento de Pediatria, Hospital de Santa Maria (CHLN), Centro Académico de Medicina de Lisboa
Palavras-chave: Criança, Crianças com Deficiência, Deficiência Intelectual, Distúrbios do Neurodesenvolvimento, Educação de Pessoa com Deficiência Intelectual, Portugal

Resumo

Introdução: A perturbação do desenvolvimento intelectual atinge 1-3% da população e representa um importante problema de saúde pública. O objetivo deste estudo foi caracterizar uma amostra de crianças com esta perturbação.

Métodos: Estudo retrospetivo e descritivo com recurso à revisão dos processos clínicos de crianças com perturbação do desenvolvimento intelectual, em seguimento num Centro de Neurodesenvolvimento de um hospital de nível III entre outubro de 2010 e dezembro de 2011.

Resultados: Foram incluídas 140 crianças; 62,9% do sexo masculino. A etiologia foi identificada em 43,6% dos casos e atribuída a doença genética em 26,4%. Quanto ao Quociente de Inteligência (QI), 45% dos casos eram ligeiros, 30% moderados e 20% graves. Havia comorbilidade em 68,6% dos casos, sendo a mais frequente a perturbação de défice de atenção / hiperatividade. A quase totalidade das crianças encontrava-se integrada em escolas de ensino regular. 

Discussão: Na nossa amostra, verifica-se um maior número de casos atribuídos a causas genéticas e casos de maior gravidade. A integração da maioria das crianças em escolas de ensino regular demonstra o esforço de inclusão escolar que tem sido feito no nosso país. A vigilância do neurodesenvolvimento nas consultas de saúde infantil e nas escolas é essencial para o diagnóstico e intervenção atempadas. São necessárias medidas que promovam a inclusão escolar e social em pleno, permitindo a estas crianças otimizar todo o seu potencial.

Biografias do Autor

Cátia Pereira, Serviço de Pediatria Médica, Departamento de Pediatria, Hospital de Santa Maria (CHLN), Centro Académico de Medicina de Lisboa
Interna de 4º ano de Formação Específica de Pediatria Médica no Departamento de Pediatria do Hospital de Santa Maria (CHLN)
Rosa Martins, Serviço de Pediatria Médica, Departamento de Pediatria, Hospital de Santa Maria (CHLN), Centro Académico de Medicina de Lisboa

Interna de 4º ano de Formação Específica de Pediatria Médica no Departamento de Pediatria do Hospital de Santa Maria (CHLN)

Cláudia Bandeira de Lima, Unidade de Neurodesenvolvimento, Departamento de Pediatria, Hospital de Santa Maria (CHLN), Centro Académico de Medicina de Lisboa
Psicóloga na Unidade de Neurodesenvolvimento do Departamento de Pediatria no Hospital de Santa Maria (CHLN)
Manuela Baptista, Unidade de Neurodesenvolvimento, Departamento de Pediatria, Hospital de Santa Maria (CHLN), Centro Académico de Medicina de Lisboa
Assistente Hospitalar Graduada na Unidade de Neurodesenvolvimento do Departamento de Pediatria do Hospital de Santa Maria (CHLN)
Artur Sousa, Unidade de Neurodesenvolvimento, Departamento de Pediatria, Hospital de Santa Maria (CHLN), Centro Académico de Medicina de Lisboa
Assistente Hospitalar na Unidade de Neurodesenvolvimento do Departamento de Pediatria do Hospital de Santa Maria (CHLN)
Publicado
2017-10-02
Secção
Artigos Originais