Cuidados não parentais a crianças com idade inferior a três anos: revisão baseada na evidência

  • Vítor Bruno Portela Lopes Cardoso Unidade de Saúde Familiar Gualtar
  • Paula Fernandes Mendes Unidade de Saúde Familiar Maxisaúde

Abstract

Introdução: A rápida e massiva ingressão da mulher no mercado de trabalho associou-se a um aumento na dependência de cuidados não parentais (CNP) das crianças, em idades cada vez mais jovens.

 

Objetivo: Rever a evidência sobre o efeito no desenvolvimento cognitivo e da linguagem dos CNP a crianças com menos de 3 anos de idade.

 

Métodos: Foi realizada uma pesquisa de estudos originais, normas de orientação clínica, revisões sistemáticas e meta-análises, nas fontes de dados: National Guideline Clearinghouse, Guidelines Finder, Canadian Medical Association Practice Guidelines, Cochrane, DARE, Bandolier, Medline, PsycInfo e Índex de Revistas Médicas Portuguesas, publicados entre 1975 e 2012, nas línguas portuguesa, inglesa, francesa e espanhola e utilizando os termos MeSH: child day care center, infant, cognition e language development. Foi utilizada a escala Strength of Recommendation Taxonomy (SORT) para atribuição dos níveis de evidência (NE).

 

Resultados: Obtiveram-se 89 artigos, tendo 3 estudos prospectivos preenchido os critérios de inclusão. O Early Child Care Research Network concluiu que os CNP numa creche associaram-se a melhores resultados no desenvolvimento cognitivo e da linguagem do que nos outros tipos de cuidados, como no domicílio (NE1). Segundo Broberg, mais tempo sob CNP conferia níveis mais elevados nos testes de capacidade verbal e matemática aos 8 anos (NE2) e segundo Andersson, melhor desempenho escolar aos 8 e 13 anos e melhor adaptação escolar aos 8 anos (NE2).

 

Discussão: Os CNP até aos 3 anos poderão ser benéficos a nível do desenvolvimento cognitivo e da linguagem, traduzindo-se possivelmente num melhor desempenho escolar (SORT B).

 

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Author Biographies

Vítor Bruno Portela Lopes Cardoso, Unidade de Saúde Familiar Gualtar

Mestrado Integrado em Medicina pela Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho.

Interno de Medicina Geral e Familiar.

Paula Fernandes Mendes, Unidade de Saúde Familiar Maxisaúde

Mestrado Integrado em Medicina pela Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho.

Interna de Medicina Geral e Familiar.

Published
2014-12-18
Section
Review articles